sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Maquiagem e demais cuidados para uma apresentação

A maquiagem é muito importante para a bailarina.

Nos fragmentos históricos encontrados em terras egípcias, as bailarinas eram retratadas sempre com os olhos supermaquiados, ressaltando a expressividade do olhar.

Essa expressão que chamamos "olhos árabes", é preservada na atualidade, porque o olhar é um dos principais atrativos da dança, e é a janela da alma da bailarina... é no olhar que passamos toda a emoção ao dança.


Antes de começar a se maquiar:

  1. Limpe o rosto e seque bem;
  2. Prenda os cabelos, para que o rosto fique livre;
  3. Procure se maquiar em um local com boa iluminação.

A Base:

A base é indispensável para corrigir manchinhas, sardas...
Em primeiro lugar você deve se preocupar com tipo mais apropriado para a sua pele. Existem bases líquidas, cremosas, em bastão e em pó.
Se sua pele é oleosa, fuja das bases gordurosas. Atualmente, existem bases que são em pó, mas que também podem ser usadas com uma espojinha umedecida com um poquinho de água, para cobrir melhor. 

O Acabamento:

Depois de colocar a base , se necessário, um corretivo (para olheiras ou pequenas acnes, por exemplo), é conveniente passar um pouco de pó translúcido para eliminar o brilho.

As sobrancelhas:

Devem estar sempre impecáveis e mito bem traçadas. Se você tem falhas pu possui um sobrancelha ralinha, utilize lápis para corrigir.
Só tome cuidado para fazer os traços finos, no mesmo sentido dos pêlos, e para que o desenho das duas fiquem iguais, não se esqueça: se você é loira, utilize lápis marrom e se é morena, utilize o cinza e o preto. 

Os Olhos:

Deve-se ter uma atenção especial aos olhos, pois eles transmitem nossos sentimentos, e tem um papel importantíssimo na dança do ventre, pois é através deles que nos experessamos e damos vida à dança.
Ilumine a pálpebra, combinando com o traje(se a roupa tem dourado, sombra dourada cai bem), depois, você pode usar um tom mais escuro para fazer o sombreado (um marrom por exemplo), ou, se a roupa for clara, branco pode ficar muito bonito. Tenha um bom estojo com cores básicas (tons de marrom, cobre, ouro, prata e grafite).
Mas também é bom ousar um pouco. Dependendo, pode-se utilizar uma sombra que combine com a roupa (ex.: uma roupa verde e dourada - ilumine a pálpebra com dourado, faça um leve sombreado na parte externa da pálpebra e esfumace, misturando levemente com uma sombra verde). Deve-se ter um bom senso ao utilizar cores como rosa, azul, lilás, etc, pode-se conseguir um efeito muito bonito, ou... a catástrofe total!
Cuidado para não ficar caricato!

O Contorno dos Olhos:

O traço do contorno depende muito do seu olho, mas, em geral, ele deve ser fino e delicado no canto interior e mais espesso no final. Os olhos devem ser muito bem delineados, pois são uma grande característica desta dança e sempre deixam um toque de mistério no ar.
MAS TOME CUIDADO!!! A "puxadinha", aquele risquinho no canto exterior do olho, que muitas fazem, deve ser muito, mas muito sutil. Um risco grande torna o resultado caricato e vulgar. Você vai acabar parecendo uma bailarina de cabaré! Portanto, tome cuidado e seja sutil e delicada.
O traço do lápis deve ser fino, percorrendo toda a linha superior e inferior dos cílios. O delineador pode ser usado no lugar do lápis ou apenas para intensificar o preto.

O Rímel (máscara de cílios):

Os cílios dão um toque especial ao olhar. Existem muitos tipos de rímel (os que alogam, dão volume, etc), eu particularmente prefiro os que são à prova d'água, porque não mancham, nem escorrem, porém são um pouco difíceis para tirar. Vale a pena investir e comprar um bom.
Dicas: não "bombeie" o rímel antes de usá-lo, pois isso diminui a sua durabilidade. Para quem é loira, uma boa opção é usar rímel marrom. 

O Blush:

Deve combinar perfeitamente com seu tom de pele. Se sua pele for clara, opte por tons de rosa, salmão claro (mas nada de rosa pink ou vermelho, por favor...). Se for morena, acobreados são uma boa opção. Pele clara ou morena, fuja dos alaranjados! Os "blushes" em bastão ou cremosos, também são uma boa opção.
O blush deve ser utilizado apenas para dar um aspecto mais "saudável" ao rosto
Dica: para aplicar o blush, sorria e espalhe-o com um pincel redondo na parte mais alta das maçãs do rosto. 

A Boca:

Uma boca bem delineada é muito sensual. Use um lápis especial para delinear lábios antes e certifique-se de que o contorno combine perfeitamente com o batom.
Quem tem lábios finos, pode torná-los maiores utilizando um contorno com lápis mais claro, porém se quiser uma boca bem marcada, opte por um tom mais escuro. Bailarinas egípcias costumavam usar vermelho nas unhas e boca. No entanto, é necessário tomar cuidado com essa cor... alguns são muito berrantes, outros podem escorrer e causar uma verdadeira catástrofe!
Se você gosta de usar tons de vermelho sangue e vinho, o melhor a fazer é aplicar o batom com um pincel ao invés do bastão, a camada fica mais fina, mais natural e não escorre. Eu, prefiro dar mais atenção aos olhos, e nos lábios, fazer um contorno "cor de boca", passar um "brilhozinho" pra ficar com a boca mais vermelhinha e só.
Outra boa opção são os batons de longa duração disponíveis no mercado, eles são mais "secos" porém mais macios. Depois que você aplica, ele seca e não escorre de jeito nenhum. O inconveniente deles é que alguns às vezes podem rachar depois de algum tempo, devido às "ruguinhas" naturais dos lábios e precisam ser reaplicados. 

Cuidado com os Exageros:

A maquiagem exagerada envelhece e se torne pesada.
Fazer um arco-íris nos olhos não vai dar melhor efeito do que usar poucos tons em prefeita harmonia. A maquiagem deve ser sensual, mas com um toque de sutileza para não parecer vulgar. Seu rosto deve ser bonito de ser admirado de longe (como em um show de palco) e de perto (como em um restaurante).
Lembre-se: exageros com maquiagem só são permitidos do carnaval. A maquiagem não precisa ser exagerada para ser notada.
Nota: Ao fim da apresentação, limpe bem a pele, e tire toda a maquiagem, utilize produtos sem álcool. Lave bem o rosto com um sabonete cremoso (os de erva doce são ótimos), ou próprio para o rosto. Em seguida, passe um tônico e um hidratante.
Para retirar a maquiagem dos olhos, use removedores específicos para este área, pois a região da pálpebra é delicada. Hidrate sempre os lábios e jamais durma maquiada! Isso é um atentado à pele.

Demais Cuidados

Cabelos:
Todo mundo, quando pensa em uma bailarina de dança do ventre, imagina uma mulher com cabelos longos, dizem que essa é a preferência da dança árabe, mas, se você não possui uma "vasta cabeleira" não entre em pânico, não leve isso muito a sério!
Na minha opinião, um cabelo bem cuidado, macio e brilhante já basta, não importa se é liso ou enrolado.
Meu cabelo esta em fase de crescimento, e às vezes penso em comprar um aplique, mas desisto da idéia. Por que seguir um padrão? Por que não ousar?! Eu gosto de fazer um penteado que deixe meu rosto em evidência.
Vala a pena inovar! Se você tem cabelos cacheados, pode-se fazer uma super escova, ou usá-los ao natural, ou até mesmo fazer uma trança... prendê-los de um jeito diferente.
Muitas vezes um arranjo bonito faz toda a diferença no visual!
Para quem tinge os cabelos: não deixe de fazer uma hidratação de vez em quando! Cabelos tingidos são mais frágeis e nunca deixe a raiz em evidente! Deixa um ar de desleixo. 

Mãos e pés:

Deve estar sempre com as unhas feitas, ou se não, impecavelmente limpas e bem tratadas. Não há nada mais feio que unha suja e pé cascudo!!! :P 

Kareemah Nourhan

Snujs

Legendas:
  • Dum - ambas as mãos
  • Ta - sua mão principal
  • Ka - a outra mão
  • tá - complemento da mão principal
  • * (D= direita e E= esquerda)

Exercício No. 1 (alternando)

Destros

Direita

DE-DE-DE-DE-DE-DE-DE

Canhotos

Esquerda

ED-ED-ED-ED-ED-ED-ED

Taka-taka-taka-taka-taka-taka-taka...





Exercício No. 2 (galope)

Destros

Direita

DED, DED, DED, DED, DED...

Canhotos

Esquerda

EDE, EDE, EDE, EDE, EDE...

Taka-tá, taka-tá, taka-tá, taka-tá. taka-tá...





Exercício No. 3

Destros

Direita

DED-D, DED-D, DED-D,...

Canhotos

Esquerda

EDE-E, EDE-E, EDE-E,...

Taka-tá, tá,  taka-tá, tá,  taka-tá, tá...



Exercício No. 4

Destros

Direita

DEDED, DEDED...

Canhotos

Esquerda

EDEDE, EDEDE...

Taka-taka-tá, Taka-taka-tá...



Exercício No. 5

Destros

Direita

DEDED-D, DEDED-D...

Canhotos

Esquerda

EDEDE-D, EDEDE-D...

Taka-taka-tá tá, Taka-taka-tá tá...



Exercício No. 6

Destros

Direita

DED-DED-DEDED...

Canhotos

Esquerda

EDE-EDE-EDEDE, ...

Taka-tá-Taka-tá, Taka-taka-tá...



Exercício No. 7

Destros

Direita

DEDEDEDEDEDE-D...

Canhotos

Esquerda

EDEDEDEDEDED-E, ...

Taka-taka-taka-taka-taka-taka - tá



Exercício No. 8

Destros

Direita

DED-DED Dum-Dum,...

Canhotos

Esquerda

EDE-EDE Dum-Dum,...

Taka-tá taka-tá - Dum, Dum...



Exercício No. 9

Destros

Direita

Dum DED-Dum, Dum DED-Dum

Canhotos

Esquerda

Dum EDE-Dum,  Dum EDE-Dum

Dum taka-tá-Dum, Dum, taka-tá-Dum....



Exercício No. 10

Destros

Direita

Dum,Dum, DE, Dum,Dum,...

Canhotos

Esquerda

Dum,Dum, ED, Dum,Dum,...

Taka-tá tá, Taka-ta (tempo), Taka-tá...Taka-tá tá, Taka-ta (tempo), Taka-tá...

O mito da barriguinha na dança do ventre

Nos dias de hoje, infelizmente, ainda se ouve falar que a dança do ventre cria barriga, ou seja, o ato de dançar provocaria um aumento de células adiposas (células que acumulam grande quantidade de gordura) na região abdominal. Tecnicamente tal afirmação não pode ser verdadeira, mesmo assim, até alguns profissionais da área da saúde creem no mito. Posso afirmar com plena convicção que a dança do ventre não cria barriga e no texto que segue exponho argumentos que comprovam isso. Para começar, assim como toda atividade física, a dança do ventre queima calorias, portanto, pode fazer com que a bailarina diminua a massa de gordura, ou seja, perca peso. Outro fator importante é o da estabilização lombar, pois no momento da prática desta dança é imprescindível o encaixe para que os movimentos possam ser executados corretamente. Assim a coluna fica ereta, na postura correta, trazendo benefícios para a postura da bailarina. Movimentos como o “oito maia” (proveniente da dança do ventre) é muito utilizado na fisioterapia para casos de hiper lordose lombar.Podemos perceber que a dança do ventre pode ter uma função terapêutica que beneficia diretamente a coluna lombar, até porque, o músculo transverso do abdome responsável pela estabilização lombar é muito exigido nos movimentos desta dança.

Agora podemos entrar no assunto da barriga, pois se sabe que muitos casos de abdome mais saliente são originados por má postura, principalmente na região lombar que faz com que o abdome se projete para frente. Estando na postura correta, os músculos abdominais ficam contraídos provocando sua tonificação. Além disso, a principal ação dos músculos abdominais tais como o reto abdominal, transverso do abdome, oblíquo interno, oblíquo externo (músculo da cintura que cobre a parte inferior lateral do abdome, desde o reto abdominal até o grande dorsal) são a reflexão e rotação do tronco, movimentos muito presentes na dança do ventre. O que acontece é que quando você inicia as suas aulas, a profissional tende a arrumar a sua postura, encaixando sua pélvis e alongando sua coluna, e quando você relaxa e volta a forma antiga , ai parece que você fica barriguda, é só um problema de má postura, a qual a dança trabalha muito.
O que a dança pode fazer por você, é modelar o seu corpo, deixando-a com a barriguinha em forma de violão e afinado a sua cintura.

Concluo que a musculatura do abdome sendo exigida e trabalhada na dança torna impossível que a prática desse exercício seja o causador de um acúmulo de gordura na barriga.

Texto de Cinara Klein

Movimentos da Dança do Ventre

O Oito

  1. Pés paralelos e braços para cima.
  2. Inicie o movimento imaginando que os quadris desenham um oito sem parar na horizontal. Mantenha os joelhos flexionados. 
  3. Os joelhos funcionam como molas, impulsionando os quadris. Conforme movimenta a bacia, tire os calcanhares do chão alternadamente.

O Camelo 


  1. De perfil, um pé um pouco a frente do outro, braços a frente 
  2. Transfira o peso do corpo para o pé da frente projetando a bacia na mesma direção em um movimento sinuoso 
  3. Depois retorne o peso do corpo para trás. Continue fazendo um movimento de vaivém. O abdômen controla a volta das vértebras lombares.


Braços de Serpente 


  1. Os braços vão desenhar ondulações no espaço. Levante o braço direito até a altura dos ombros ao mesmo tempo que projeta as costela também para a direita, como se fosse empurrar algo com o tronco. 
  2. Abra o outro braço lentamente , fazendo um esforço de resistência com o que já está levantado, provocando uma oposição de forças.


A dança dos quadris 


  1. Direcione a bacia para o lado direito e comece a mexer os braços livremente. 
  2. Em um jogo ágil, leve a bacia para várias direções.
  3. Continue mexendo a bacia para a frente, para trás, para baixo, para cima, vibrando sempre. 
  4. Os pés acompanham os quadris. 
  5. Permaneça mexendo os braços como se estivesse marcando o ritmo de percussão.


Passo Básico Egípcio 


  1. Posicione os braços formando um ângulo de 90 graus. Coloque a perna direita a frente do corpo e eleve o quadril. 
  2. Mantenha a perna direita a frente e abaixe o quadril. 
  3. Eleve o quadril novamente para o mesmo lado. 
  4. Cruze a perna na frente do corpo como se desse um chute, enquanto abaixa o quadril. 
  5. Repita o movimento e quando der o chute vire 90 graus e comece de novo até completar o círculo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dança do ventre melhora a auto-estima e o prazer

Magia, mistério, beleza e sensualidade. Esses são alguns dos ingredientes que fascinam as mulheres e as levam a praticar a dança do ventre, uma arte milenar que está se tornando a onda do momento depois que a novela O Clone, da Rede Globo, começou a mostrar cenas do Marrocos e festas animadas pela dança. Para alguns, a dança desenvolve a auto-estima e melhora o prazer.

As escolas e academias de Belo Horizonte (MG), por exemplo, nunca receberam tantos telefonemas de mulheres procurando saber um pouco mais sobre as aulas. "Muitas dizem que sempre tiveram vontade de fazer, mas que depois da novela tomaram coragem e decidiram", conta a professora Amany Ab-Haila. Envolvida com a dança do ventre há seis anos, Amany diz que é clara a diferença das mulheres, sejam jovens ou já mais maduras, meses depois de pra ticarem a dança. "Elas começam a se ver diferente, se descobrem, ficam mais seguras e fazem as coisas lá fora com mais prazer", afirma Amany.

Para as mais jovens, saindo da adolescência, a dança do ventre tem se mostrado uma verdadeira descoberta para o desenvolvimento da auto-estima e da desenvoltura. Letícia Drumond, 15 anos, faz aulas há quase um ano e garante que, para ela, as mudanças são mais psicológicas do que corporais. "A dança do ventre está ajudando a despertar a minha auto-estima. Faz me sentir mais bonita, mais feminina", afirma Letícia, que é descendente de libaneses e sempre teve o gosto pela dança, desde criança.

Para a estudante Paula Beatriz Barbosa Campos, 16 anos, a tranqüilidade para o corpo e a mente é o maior benefício da dança do ventre. "É uma sensação de relaxamento muito grande. Até mesmo minhas cólicas menstruais diminuíram, porque trabalha muito a região do abdômen", conta Paula. Renata Benedetto, 23 anos, estudante de Educação Artística, também se fascina pela história da dança do ventre e a cultura árabe. Além disso, diz que a prática da dança a faz se sentir muito bem com seu corpo.

Quem pratica a dança do ventre garante que ela trabalha a sensualidade da mulher, mas sem apelações. "É uma dança exótica, tanto pela roupa que se usa, a maquiagem, os movimentos. É uma sensualidade que desperta o charme da mulher. Não é sexualidade, nem erotismo", alerta Amany Ab-Haila.

Benefícios da Dança do Ventre

Para seu corpo :   

  • Corrige a postura, conferindo elegância e fazendo “crescer” até três centímetros.  
  • Modela ombros e braços, dando contornos mais definidos.  
  • Ao corrigir a postura, eleva os seios, favorecendo seu formato.  
  • Fortalece e enrijece o ventre, diminuindo a barriga.  
  • Afina a cintura.  
  • Arredonda e endurece quadril e glúteos.  
  • Tonifica e desenvolve os músculos da perna, principalmente coxas e panturrilhas.  
  • Alonga toda musculatura, deixando a figura mais delgada.  
  • Se a aula mantiver um bom ritmo, pode queimar até 300 calorias por hora, o que auxilia na perda ou manutenção do peso.  

Para sua alma:   

  • É uma ótima terapia, relaxando e trazendo bem estar emocional.  
  • Desenvolve a auto-estima e a confiança em sí própria.  
  • Traz desenvoltura e desinibição.  
  • Confere vaidade e graciosidade às praticantes.

Danças e Ritmos

Tahtib

Utilização do ritmo conhecido como Said

Dança tradicional masculina, hoje em dia também praticada pelas mulheres, numa versão mais suave, conhecida no Brasil como "Dança da Bengala ou Dança do Bastão".
Homens egípcios tem sempre consigo um longo cajado para reunir rebanhos, caminhar e se proteger. Sua dança chamada Tahtib é uma falsa luta iniciada pela música. Os homens se pavoneiam e mostram através da postura, sua força, então atacam e desviam os golpes de acordo com a música.
A versão feminina da dança é acerca da feminilidade. Elas fazem os movimentos graciosos e omitem a força. As mulheres ostentam sem esforço e controlam seu bastão, muito menor que o dos homens. Elas usam isto descaradamente como uma moldura para seus movimentos corporais. Alguns dos movimentos femininos lembram o "Tahtib" e alguns os homens brincando, imitam o estilo das mulheres. O nome pelo qual a dança da bengala é conhecido em árabe (para mulheres) é Raqs Al Assaya.

Khaleege ou Khaliji

Em árabe esta palavra significa "golfo"; as bailarinas utilizam-na para se referir ao estilo de música e dança do Golfo Pérsico/ Área Península Arábica - Arábia Saudita, Kwait, Bahrain, Quatar, Emirados Árabes e Oman.
É utilizado um ritmo específico que os músicos chamam "Saudi". Um conhecido cantor saudita que exemplifica o estilo Khaleege é Mohammed Abdou.
A roupa típica para esta dança seria o "Tobe al nash'ar". Ela é uma dança tradicional feminina praticada no Golfo Pérsico em festas e casamentos, mesmo hoje em dia. Cada participante usa um vestido todo bordado por cima de sua roupa normal. O trabalho dos pés nesta dança é muito simples. Os movimentos essenciais que caracterizam esta modalidade são: as torções e movimentos com as mãos e a cabeça envolvendo todo o tempo seu corpo e o vestido Khaleege.

Melea-laf

Dança folclórica egípcia, da cidade de Alexandria. Melea-laf significa “lenço enrolado”, o tempo inteiro executada com o “melea”, um lenço de +/- 3 metros, preto, pesado, às vezes bordado com pastilhas nas laterais. O melea está sempre enrolado no corpo da dançarina.

É uma dança do subúrbio de Alexandria, executada somente por mulheres. A roupa típica é um vestido, geralmente bordado com “fru-frus”coloridos, podendo até ser curto, um arranjo de cabeça também de “fru-frus”, um shador feito de crochê ou outro material que forme uma trama de “quadradinhos” no rosto, tamancos e o melea. Esta roupa, de tão colorida, lembra os figurinos de Carmem Miranda. Há quem diga que as “excandaranis” (mulheres de Alexandria) são tão irreverentes que cantam e até mascam chicletes enquanto dançam!

É uma dança muito descontraída e charmosa, e o foco principal é a destreza da bailarina nos movimentos com o melea, que durante toda a dança ganha destaque.

É fácil reconhecer uma música de Alexandria usada para esta dança, pois além de ser bem alegre e despojada, fala da mulher suburbana, e geralmente em seus refrões se ouve: excandarani (mulher de Alexandria), Excandarania (Alexandria), melea (o lenço preto).

No Cairo também se dança melea-laf, porém as músicas utilizadas podem ser não somente as de Alexandria, mas também outra que tenha um ar folclórico, alegre e irreverente.

Raks el Daff ou Dança do Pandeiro 

A dança do Pandeiro muito provavelmente tenha origem cigana, assim como todas as danças que utilizam objetos percussivos. Existem registros antigos que falam da utilização deste instrumento pelas sacerdotisas, com finalidade sagrada. Abaixo segue uma tradução feita por Marise Soares Hansen, do livro “When the drummers were women”.

“Minha pesquisa sobre a história do pandeiro levou-me a uma jornada pelo mundo das mulheres que se estende desde os tempos mais remotos. Descobri que milhares de anos, os habitantes do mundo mediterrâneo adoravam várias formas de uma Grande Deusa criadora. No centro crença sempre esteve a percussão, especialmente o pandeiro. Com ele, a Deusa regulava a dança rítmica do Cosmo – a sucessão das estações do ano, os ciclos da lua, o crescimento e amadurecimento dos grãos, as vidas das pessoas.

Fontes antigas mostram que o pandeiro era um poderoso símbolo de presença espiritual. Sacerdotisas eram hábeis nas técnicas de domínio deste instrumento. Elas sabiam quais ritmos aceleravam o processo de maturação das sementes recém-plantadas; quais facilitavam o nascimento dos bebês; quais induziam a um estado de transcendência espiritual. Guiadas pelas batidas do pandeiro, alteravam voluntariamente seu estado de consciência, viajando pelo céu, pela Terra e pelo mundo subterrâneo.

Pesquisas científicas que vão da astrofísica à biologia defendem a idéia de que o ritmo é uma força fundamental. Estudos sobre o funcionamento do cérebro sugerem que a percussão é capaz de alterar nosso estado de consciência. Proibindo o uso do pandeiro, as religiões patriarcais eliminaram o culto à Deusa e vetaram também o acesso a partes significativas da nossa mente. (...)

Dizem que quando estamos sintonizados com outra pessoa, isso é um dos grandes prazeres da vida. Apaixonar-se nada mais é do que sintonizar-se e acompanhar o ritmo de outra pessoa.

Os principais acontecimentos da vida como nascimento, morte, doença, gravidez, separação, são estressantes em partes porque quebram os ritmos pessoais e familiares. (...)A necessidade de recuperar o ritmo interrompido leva as pessoas a tentarem, ainda que inconscientemente, recuperar seu ritmo pessoal e as relações perdidas.

Em comunidades arcaicas, na Yoga Nada, em oráculos dos antigos templos, a música tem papel importante para a união com o divino. A percussão rítmica era uma habilidade necessária à cura e harmonia das pessoas, e muito respeitada entre estas mulheres.”

Dança com Jarro

Um tipo de dança Gawazzy. Esta dança surgiu quando as mulheres se dirigiam ao Rio Nilo para lavar suas roupas e buscar água.No caminho, cantarolavam e dançavam, para minimizar o cansaço e a monotonia deste trabalho.

Tradicionalmente, usam vestidos longos e rodados, bordados com pastilhas ou moedas, com mangas compridas; na cabeça, usam lenços e adornos de moedas e metal.

As músicas são folclóricas, geralmente no ritmo saaidi ou falahi. As letras sempre falam das mulheres gawazzy que vão pegar água no Rio Nilo

Sagats - Dança com Snujs

Os snujs ou sagats são quatro pequenos címbalos de metal, usados dois em cada mão, nos polegares e nos dedos médios das dançarinas. Dançar com snujs é um hábito dos povos gawazzy. A dançarina gawazzy sempre faz suas performances com os snujs. Mais tarde, foram levados ao palco para as evoluções de dança nas músicas clássicas, mostrando a habilidade e sincronia da dançarina com a música, os movimentos de seu corpo e os snujs.

Antigamente, eram maiores: quatro snujs (os pratos eram bem maiores) em cada mão ligados por duas “barrinhas”, com um snuj em cada uma das extremidades. O polegar se encaixava em uma das “barrinhas”e os outros dedos na outra. Assim, a mão abria e fechava e esses quatro pratos criavam um som muito agudo e muito alto. Até hoje os tuaregs usam esta versão mais antiga de snujs.

Pesquisas mostram que todos os instrumentos rítmicos e percussivos usados para a dança vieram de tempos remotos, com finalidade espiritual, na intenção de fazer com que seus ouvintes recuperassem seus ritmos internos e os harmonizassem com a natureza.

Afrescos e inscritos egípcios mostram que os faraós usavam o cistrom, um chocalho na forma da cruz ansata ou cruz da vida, com vários címbalos pequenos na sua curvatura, que era usado para espantar maus espíritos e atrair prosperidade.

O fato é que a remota origem deste instrumento ainda nos é um mistério.

Zambra (Flamenco árabe)

Com a invasão árabe a Espanha, a convivência entre povos orientais e europeus resultou em grande mescla cultural, e dessa mistura surgiram novas manifestações culturais, como as zambras (do árabe samra), festas mouriscas realizadas na península hispânica, principalmente na região da Andaluzia. Essas festas eram caracterizadas por muita música, danças, aplausos e alaridos, manifestando toda a alegria, vitalidade e espontaneidade dos povos orientais e ciganos.
A Zambra, ou Flamenco árabe é, portanto, a fusão de movimentos de danças de povos nômades ancestrais. Para ficar mais claro, é só observar um pouco da formação etnológica da população da Andaluzia, anterior ao surgimento do flamenco:
Tartésico - habitantes das cidades ao Sul da Espanha, estabelecidos principalmente na região do vale de Guadalquivir. São povos descendentes das dinastias egípcias, que viviam à margem do Nilo. De seus ancestrais herdaram à ligação ao mundo espiritual e à magia.

Dança da espada

 Existem várias lendas para a origem da dança da espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma deusa guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo. O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada na cabeça, no peito e na cintura. É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbak com a espada.

Ritmos

Ayyub
É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar (ou "aquecer") uma performance.
Ele se encaixa bem com outros ritmos, e geralmente é utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono.

Baladi
Este é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maqsum. Maqsum simples é a base de muitos ritmos e especialmente importante na música egípcia. Se você escuta música oriental com acopanhamento de percussão, certamente reconhece o tradicional DT-TD-D do Maqsum. O Baladi é uma versão folclórica do significado da terra, do campo e envolve no Egito um pouco de regionalismo Maqsum, caracterizado pelos familiares dois dums que lideram a frase. Este ritmo é muito típico aparecendo com frequência na música para Dança Oriental. O Dum duplo tende a submergir quando há acompanhamento melódico por isso, às vezes, pode não ser ouvido de imediato, então utiliza-se como base, uma versão simples de Maqsum. Existem inúmeras variações do Baladi, e algumas possuem seu próprio nome, como por exemplo o Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi é, na verdade, uma versão folclórica do Maqsoum.
D - D - t k t - D - t k t

Chiftitelli
Ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Baladi, por exemplo). Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado na Raks Charky, também é utilizado na Turquia, como dança de casais.
D - t k t - t - t k t - t - t k t - t k t - t k t

El Zaffa
Ritmo 4/4 egípcio utilizado em cerimônias de casamento. Dançarinos e músicos (tocando Mazhar E Daff) acompanham o casal de noivos, na entrada e na saída da cerimônia.

Fallahi
A palavra Fallahi significa algo criado por um Fallahin - fazendeiros egípcios, que utilizavam este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração. Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maqsoum.

Karachi
Ritmo 2/4, rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África (apesar de não ser um ritmo egípcio). Este não é um ritmo comum, porque ele começa com um TAK (que é uma batida aguda, diferente do DUM, que é uma batida grave).

Malfuf
Ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco.

Maqsoum
Maqsoum significa "cortado ao meio". É um ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egito. Possui duas variações, uma rápida (normal) e uma lenta. Se tocado da forma mais lenta, torna-se uma variação de Masmoudi.

Masmoudi
Ritmo 8/4 egípcio. Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. O Masmoudi Kebir (Kebir = grande) é também chamado "Masmoudi de Guerra", devido à sua cadência agressiva (ele se distingue do Masmoudi Saghir).

Saaid
Ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito (era chamada originalmente Raks Al Assaya). Ritmo utilizado para a Dança da Bengala (ou Dança do Bastão), muito praticada pelas mulheres egípcias (às vezes acompanhadas de homens, executando movimentos masculinos), onde são utilizadas bengalas ou longos bastões. Ela é uma referência a uma dança marcial masculina chamada Tahtib.

Samaai
Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia. Possui uma sequência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.

Soudi
Ritmo utilizado para o Khalij (dança folclórica do Golfo Pérsico).

Taqsim
É uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição. É tocado sem instrumentos de percussão e frequentemente por um só instrumento. Tradicionalmente, é utilizado para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.

Vals
Ritmo 3/4 utilizado na música egípcia e também na música ocidental.

Zaar
Ritmo 2/4. A dança egípcia Zaar é realizada para afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos ou camelos jovens, num tipo de ritual.

Solo de Percussão
Um solo reunindo variados ritmos árabes no qual, entre os instrumentos de percussão, destaca-se o Derbak.