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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Modalidades e Estilos



  • Clássica Oriental

São músicas bem elaboradas e criadas para a dança do ventre. Maioria é orquestrada e possui diversos momentos dentro de uma única música, geralmente: introdução grandiosa, derback, taksim, folclore e grande finalização. Tem em média, de 7 a 12 minutos.

  • Pop

São músicas alegres, cantadas e executadas com instrumentos modernos (sem deixar de lado os tradicionais). É o tipo de música muito apreciado em restaurantes, festas e também para o início do estudo de dança, devido a sua alegria e estrutura mais simples, fácil de acompanhar.

  • Solo de derback

É a improvisação do músico ao torcar um instrumento de percussão chamado derback. É um desafio para a bailarina, que, ao acompanhar um músico, ao vivo, ela geralmente não sabe o que ele vai tocar, exigindo dela técnica, agilidade, criatividade e conhecimento dos ritmos árabes. O estudo do solo de derback perpassa pelo conhecimento dos ritimos, dos movimentos de quadril (shimmies, tremidos, acentos secos e outros), aliado a solos gravados em CD, para familiarização. Depois, é o momento de alçar vôo, fazendo seu solo de derback com músico, ao vivo.

  • Taksim

É uma improvisação melódica de um único instrumento (flauta, acordeom). São peças em geral mais lentas, que pedem da bailarina muita delicadeza e domínio dos movimentos sinuosos e arredondados. Mas, o verdadeiro taksim pede, em primeiro lugar, a entrega da bailarina, ou seja, que ela, ao dançar, consiga interpretar a música, com sentimento e introspecção. É um momento intimista, solitário, com pouquíssimo contato visual com o público. Por isso, é que muitas vezes, podemos assistir bailarinas que nem tem tanta experiência e nos emocionar ao vê-las dançar um taksim, em detrimento de outras, experientes, que não conseguem mais expressar seus sentimentos de forma verdadeira, já que se entregaram ao fator comercial da dança.

  • Danças folclóricas

São as danças oriundas de várias regiões do Oriente e contam a história de seu povo, de suas tradições, costumes e guerras. Podemos elencar algumas como: Said, dabke, dança do pandeiro, hallige, meleah laff, zaar, dança do candelabro e outras. Para dançá-las, a bailarina deve, antes de tudo, conhecer a história, a roupa adequada e quais passos típicos são utilizados. Tudo isso vai ser fundamental para a interpretação da bailarina, que, terá que transmitir toda uma herança cultural oriunda de cada povo.

  • Mix

Recurso muito utilizado em concursos e festivais de dança do ventre, no qual é feito uma edição de uma música para que ela fique com o tempo permitido para apresentação, ou mescla-se trechos de músicas em uma só, para garantir momentos de impacto e/ou variações dentro de um curto espaço de tempo e prender a atenção do público.

  • Licença Artística

É quando escolhemos uma música que não é da tradição árabe e utilizamos os movimentos da dança do ventre. Podemos utilizar musicas dance, rock, mpb, new age e tudo mais que a sua imaginação permitir. Também é permitido “brincar” com o traje, misturando estilos ou algo que tenha a ver com a música. Evite esse tipo de apresentação para públicos tradicionais ou eventos contratados (a menos que seja solicitado). A licença artística deve ser dançada com público que entenderá a proposta, se possível, avisado disso.

Dança Indiana


A Índia é um país fascinante, cheio de mistério e misticismo, onde não há separação entre o sagrado e do profano, integrando assim os opostos - espírito e matéria. 
O hinduísmo, religião quase predominante da Índia funde a divindade e o sagrado do sexual. As principais divindades hinduístas são: Brama (o criador), Vishnu (o conservador), e Shiva (o destruidor), também chamado de Nataraja (o Senhor da Dança) que cria, destrói, e recria o universo. 
A Dança é uma das riquezas mais peculiares deste país, baseada no "ciclo divino. Com um deus especial para a dança, logicamente que parte dos fiéis selebram a vida da mesma maneira, diferenciando-se neste aspecto com o restante dos povos do mundo, pois esta cultura é, principalmente, expressa através dos movimentos corporais.
O primeiro tratado desta dança de origem divina chama-se Natya Shastra (Natya deriva de "nrta" = dançar) onde apresenta as encenações, pela dança, de mitos e lendas como forma de orientação do povo. 
O principal ensinamento fala que o corpo inteiro deve dançar, seguindo códigos de gestos para o corpo, membros, rosto, movendo desde a cabeça, olhos, pálpebras,sombrancelhas,nariz, lábios e queixo, além de diversos gestos das mãos - os mudras. 
A dança clássica indiana possui cinco estilos coreográficos: 

  1. Bharata Natyam: originou-se no sul da Índia, em Madras, dançado usualmente por mulheres acompanhadas por músicos. A apresentaçào divide-se em seis partes; alaripu ( a invocação), jatisvaram (dança pura), shabdam (canto com mímica), varnam ( exaltação das paixões), padam (canto de amor a divindade) e tillana (figura e poses de movimentos abstratos). 
  2. Kathakali: (originou-se em Kerala, é a representação de poemas épicos hinduístas, a mulher não participa, os próprios homens a representam). 
  3. Kathak: surge no extremo norte, apresentado por homens ou mulheres através da mímica, dança e canto. Os temas versam sobre os momentos épicos da história da Índia ou sobre Krishna. 
  4. Manipuri: surge na Índia Setentrional, usam movimentos sensuais e graciosos que simbolizam a harmonia entre todas as formas de vida. 
  5. Kuchipudi: baile-drama representado originalmente por homens vestidos de mulheres que interpretavam histórias de Krishna. 

Homens e mulheres têm diferentes estilos de dança, mas utilizam das energias tandava ( forte, masculina) e lasya (delicada, feminina). Assim, todo dançarino precisa ter dentro de si tanto o feminino, quanto o masculino para que aja equilíbrio na dança da vida. 
Como tudo na Índia remete a algo espiritual, esta dança pode servir não só como exercício para o corpo físico, mas também o mental e espiritual. Segue uma dica para os amantes da dança, explorar as maravilhas da Índia!


  1. por Tati Gomes 

O Zaar

É uma dança de êxtase, praticada no norte da África e no Oriente Médio, não aceita pelo Islamismo. Ele é melhor descrito como sendo uma "cerimônia de cura", na qual utiliza-se percussão e dança. Funciona também como uma forma de compartilhar conhecimento e solidariedade entre as mulheres destas culturas patriarcais. No Zaar, a maior parte dos líderes e dos participantes são mulheres. Muitos estudiosos têm notado que, embora a maioria dos espíritos transmissores sejam masculinos, as "receptoras" geralmente são mulheres. Isto não significa que os homens não participem das cerimônias Zaar; ele podem ajudar na percussão, no sacrifício de animais, ou fazer as oferendas. De fato, em algumas culturas praticantes do Zaar, são observadas tendências em se inserir uma participação masculina maior, nas quais ele, mais do que cooperador, busca tornar-se o líder. Atualmente ocorre uma proliferação de grupos de culto no Sudão, além de uma diversificação nos tipos de Zaar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Snujs

Legendas:
  • Dum - ambas as mãos
  • Ta - sua mão principal
  • Ka - a outra mão
  • tá - complemento da mão principal
  • * (D= direita e E= esquerda)

Exercício No. 1 (alternando)

Destros

Direita

DE-DE-DE-DE-DE-DE-DE

Canhotos

Esquerda

ED-ED-ED-ED-ED-ED-ED

Taka-taka-taka-taka-taka-taka-taka...





Exercício No. 2 (galope)

Destros

Direita

DED, DED, DED, DED, DED...

Canhotos

Esquerda

EDE, EDE, EDE, EDE, EDE...

Taka-tá, taka-tá, taka-tá, taka-tá. taka-tá...





Exercício No. 3

Destros

Direita

DED-D, DED-D, DED-D,...

Canhotos

Esquerda

EDE-E, EDE-E, EDE-E,...

Taka-tá, tá,  taka-tá, tá,  taka-tá, tá...



Exercício No. 4

Destros

Direita

DEDED, DEDED...

Canhotos

Esquerda

EDEDE, EDEDE...

Taka-taka-tá, Taka-taka-tá...



Exercício No. 5

Destros

Direita

DEDED-D, DEDED-D...

Canhotos

Esquerda

EDEDE-D, EDEDE-D...

Taka-taka-tá tá, Taka-taka-tá tá...



Exercício No. 6

Destros

Direita

DED-DED-DEDED...

Canhotos

Esquerda

EDE-EDE-EDEDE, ...

Taka-tá-Taka-tá, Taka-taka-tá...



Exercício No. 7

Destros

Direita

DEDEDEDEDEDE-D...

Canhotos

Esquerda

EDEDEDEDEDED-E, ...

Taka-taka-taka-taka-taka-taka - tá



Exercício No. 8

Destros

Direita

DED-DED Dum-Dum,...

Canhotos

Esquerda

EDE-EDE Dum-Dum,...

Taka-tá taka-tá - Dum, Dum...



Exercício No. 9

Destros

Direita

Dum DED-Dum, Dum DED-Dum

Canhotos

Esquerda

Dum EDE-Dum,  Dum EDE-Dum

Dum taka-tá-Dum, Dum, taka-tá-Dum....



Exercício No. 10

Destros

Direita

Dum,Dum, DE, Dum,Dum,...

Canhotos

Esquerda

Dum,Dum, ED, Dum,Dum,...

Taka-tá tá, Taka-ta (tempo), Taka-tá...Taka-tá tá, Taka-ta (tempo), Taka-tá...

Movimentos da Dança do Ventre

O Oito

  1. Pés paralelos e braços para cima.
  2. Inicie o movimento imaginando que os quadris desenham um oito sem parar na horizontal. Mantenha os joelhos flexionados. 
  3. Os joelhos funcionam como molas, impulsionando os quadris. Conforme movimenta a bacia, tire os calcanhares do chão alternadamente.

O Camelo 


  1. De perfil, um pé um pouco a frente do outro, braços a frente 
  2. Transfira o peso do corpo para o pé da frente projetando a bacia na mesma direção em um movimento sinuoso 
  3. Depois retorne o peso do corpo para trás. Continue fazendo um movimento de vaivém. O abdômen controla a volta das vértebras lombares.


Braços de Serpente 


  1. Os braços vão desenhar ondulações no espaço. Levante o braço direito até a altura dos ombros ao mesmo tempo que projeta as costela também para a direita, como se fosse empurrar algo com o tronco. 
  2. Abra o outro braço lentamente , fazendo um esforço de resistência com o que já está levantado, provocando uma oposição de forças.


A dança dos quadris 


  1. Direcione a bacia para o lado direito e comece a mexer os braços livremente. 
  2. Em um jogo ágil, leve a bacia para várias direções.
  3. Continue mexendo a bacia para a frente, para trás, para baixo, para cima, vibrando sempre. 
  4. Os pés acompanham os quadris. 
  5. Permaneça mexendo os braços como se estivesse marcando o ritmo de percussão.


Passo Básico Egípcio 


  1. Posicione os braços formando um ângulo de 90 graus. Coloque a perna direita a frente do corpo e eleve o quadril. 
  2. Mantenha a perna direita a frente e abaixe o quadril. 
  3. Eleve o quadril novamente para o mesmo lado. 
  4. Cruze a perna na frente do corpo como se desse um chute, enquanto abaixa o quadril. 
  5. Repita o movimento e quando der o chute vire 90 graus e comece de novo até completar o círculo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Danças e Ritmos

Tahtib

Utilização do ritmo conhecido como Said

Dança tradicional masculina, hoje em dia também praticada pelas mulheres, numa versão mais suave, conhecida no Brasil como "Dança da Bengala ou Dança do Bastão".
Homens egípcios tem sempre consigo um longo cajado para reunir rebanhos, caminhar e se proteger. Sua dança chamada Tahtib é uma falsa luta iniciada pela música. Os homens se pavoneiam e mostram através da postura, sua força, então atacam e desviam os golpes de acordo com a música.
A versão feminina da dança é acerca da feminilidade. Elas fazem os movimentos graciosos e omitem a força. As mulheres ostentam sem esforço e controlam seu bastão, muito menor que o dos homens. Elas usam isto descaradamente como uma moldura para seus movimentos corporais. Alguns dos movimentos femininos lembram o "Tahtib" e alguns os homens brincando, imitam o estilo das mulheres. O nome pelo qual a dança da bengala é conhecido em árabe (para mulheres) é Raqs Al Assaya.

Khaleege ou Khaliji

Em árabe esta palavra significa "golfo"; as bailarinas utilizam-na para se referir ao estilo de música e dança do Golfo Pérsico/ Área Península Arábica - Arábia Saudita, Kwait, Bahrain, Quatar, Emirados Árabes e Oman.
É utilizado um ritmo específico que os músicos chamam "Saudi". Um conhecido cantor saudita que exemplifica o estilo Khaleege é Mohammed Abdou.
A roupa típica para esta dança seria o "Tobe al nash'ar". Ela é uma dança tradicional feminina praticada no Golfo Pérsico em festas e casamentos, mesmo hoje em dia. Cada participante usa um vestido todo bordado por cima de sua roupa normal. O trabalho dos pés nesta dança é muito simples. Os movimentos essenciais que caracterizam esta modalidade são: as torções e movimentos com as mãos e a cabeça envolvendo todo o tempo seu corpo e o vestido Khaleege.

Melea-laf

Dança folclórica egípcia, da cidade de Alexandria. Melea-laf significa “lenço enrolado”, o tempo inteiro executada com o “melea”, um lenço de +/- 3 metros, preto, pesado, às vezes bordado com pastilhas nas laterais. O melea está sempre enrolado no corpo da dançarina.

É uma dança do subúrbio de Alexandria, executada somente por mulheres. A roupa típica é um vestido, geralmente bordado com “fru-frus”coloridos, podendo até ser curto, um arranjo de cabeça também de “fru-frus”, um shador feito de crochê ou outro material que forme uma trama de “quadradinhos” no rosto, tamancos e o melea. Esta roupa, de tão colorida, lembra os figurinos de Carmem Miranda. Há quem diga que as “excandaranis” (mulheres de Alexandria) são tão irreverentes que cantam e até mascam chicletes enquanto dançam!

É uma dança muito descontraída e charmosa, e o foco principal é a destreza da bailarina nos movimentos com o melea, que durante toda a dança ganha destaque.

É fácil reconhecer uma música de Alexandria usada para esta dança, pois além de ser bem alegre e despojada, fala da mulher suburbana, e geralmente em seus refrões se ouve: excandarani (mulher de Alexandria), Excandarania (Alexandria), melea (o lenço preto).

No Cairo também se dança melea-laf, porém as músicas utilizadas podem ser não somente as de Alexandria, mas também outra que tenha um ar folclórico, alegre e irreverente.

Raks el Daff ou Dança do Pandeiro 

A dança do Pandeiro muito provavelmente tenha origem cigana, assim como todas as danças que utilizam objetos percussivos. Existem registros antigos que falam da utilização deste instrumento pelas sacerdotisas, com finalidade sagrada. Abaixo segue uma tradução feita por Marise Soares Hansen, do livro “When the drummers were women”.

“Minha pesquisa sobre a história do pandeiro levou-me a uma jornada pelo mundo das mulheres que se estende desde os tempos mais remotos. Descobri que milhares de anos, os habitantes do mundo mediterrâneo adoravam várias formas de uma Grande Deusa criadora. No centro crença sempre esteve a percussão, especialmente o pandeiro. Com ele, a Deusa regulava a dança rítmica do Cosmo – a sucessão das estações do ano, os ciclos da lua, o crescimento e amadurecimento dos grãos, as vidas das pessoas.

Fontes antigas mostram que o pandeiro era um poderoso símbolo de presença espiritual. Sacerdotisas eram hábeis nas técnicas de domínio deste instrumento. Elas sabiam quais ritmos aceleravam o processo de maturação das sementes recém-plantadas; quais facilitavam o nascimento dos bebês; quais induziam a um estado de transcendência espiritual. Guiadas pelas batidas do pandeiro, alteravam voluntariamente seu estado de consciência, viajando pelo céu, pela Terra e pelo mundo subterrâneo.

Pesquisas científicas que vão da astrofísica à biologia defendem a idéia de que o ritmo é uma força fundamental. Estudos sobre o funcionamento do cérebro sugerem que a percussão é capaz de alterar nosso estado de consciência. Proibindo o uso do pandeiro, as religiões patriarcais eliminaram o culto à Deusa e vetaram também o acesso a partes significativas da nossa mente. (...)

Dizem que quando estamos sintonizados com outra pessoa, isso é um dos grandes prazeres da vida. Apaixonar-se nada mais é do que sintonizar-se e acompanhar o ritmo de outra pessoa.

Os principais acontecimentos da vida como nascimento, morte, doença, gravidez, separação, são estressantes em partes porque quebram os ritmos pessoais e familiares. (...)A necessidade de recuperar o ritmo interrompido leva as pessoas a tentarem, ainda que inconscientemente, recuperar seu ritmo pessoal e as relações perdidas.

Em comunidades arcaicas, na Yoga Nada, em oráculos dos antigos templos, a música tem papel importante para a união com o divino. A percussão rítmica era uma habilidade necessária à cura e harmonia das pessoas, e muito respeitada entre estas mulheres.”

Dança com Jarro

Um tipo de dança Gawazzy. Esta dança surgiu quando as mulheres se dirigiam ao Rio Nilo para lavar suas roupas e buscar água.No caminho, cantarolavam e dançavam, para minimizar o cansaço e a monotonia deste trabalho.

Tradicionalmente, usam vestidos longos e rodados, bordados com pastilhas ou moedas, com mangas compridas; na cabeça, usam lenços e adornos de moedas e metal.

As músicas são folclóricas, geralmente no ritmo saaidi ou falahi. As letras sempre falam das mulheres gawazzy que vão pegar água no Rio Nilo

Sagats - Dança com Snujs

Os snujs ou sagats são quatro pequenos címbalos de metal, usados dois em cada mão, nos polegares e nos dedos médios das dançarinas. Dançar com snujs é um hábito dos povos gawazzy. A dançarina gawazzy sempre faz suas performances com os snujs. Mais tarde, foram levados ao palco para as evoluções de dança nas músicas clássicas, mostrando a habilidade e sincronia da dançarina com a música, os movimentos de seu corpo e os snujs.

Antigamente, eram maiores: quatro snujs (os pratos eram bem maiores) em cada mão ligados por duas “barrinhas”, com um snuj em cada uma das extremidades. O polegar se encaixava em uma das “barrinhas”e os outros dedos na outra. Assim, a mão abria e fechava e esses quatro pratos criavam um som muito agudo e muito alto. Até hoje os tuaregs usam esta versão mais antiga de snujs.

Pesquisas mostram que todos os instrumentos rítmicos e percussivos usados para a dança vieram de tempos remotos, com finalidade espiritual, na intenção de fazer com que seus ouvintes recuperassem seus ritmos internos e os harmonizassem com a natureza.

Afrescos e inscritos egípcios mostram que os faraós usavam o cistrom, um chocalho na forma da cruz ansata ou cruz da vida, com vários címbalos pequenos na sua curvatura, que era usado para espantar maus espíritos e atrair prosperidade.

O fato é que a remota origem deste instrumento ainda nos é um mistério.

Zambra (Flamenco árabe)

Com a invasão árabe a Espanha, a convivência entre povos orientais e europeus resultou em grande mescla cultural, e dessa mistura surgiram novas manifestações culturais, como as zambras (do árabe samra), festas mouriscas realizadas na península hispânica, principalmente na região da Andaluzia. Essas festas eram caracterizadas por muita música, danças, aplausos e alaridos, manifestando toda a alegria, vitalidade e espontaneidade dos povos orientais e ciganos.
A Zambra, ou Flamenco árabe é, portanto, a fusão de movimentos de danças de povos nômades ancestrais. Para ficar mais claro, é só observar um pouco da formação etnológica da população da Andaluzia, anterior ao surgimento do flamenco:
Tartésico - habitantes das cidades ao Sul da Espanha, estabelecidos principalmente na região do vale de Guadalquivir. São povos descendentes das dinastias egípcias, que viviam à margem do Nilo. De seus ancestrais herdaram à ligação ao mundo espiritual e à magia.

Dança da espada

 Existem várias lendas para a origem da dança da espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma deusa guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo. O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada na cabeça, no peito e na cintura. É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbak com a espada.

Ritmos

Ayyub
É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar (ou "aquecer") uma performance.
Ele se encaixa bem com outros ritmos, e geralmente é utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono.

Baladi
Este é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maqsum. Maqsum simples é a base de muitos ritmos e especialmente importante na música egípcia. Se você escuta música oriental com acopanhamento de percussão, certamente reconhece o tradicional DT-TD-D do Maqsum. O Baladi é uma versão folclórica do significado da terra, do campo e envolve no Egito um pouco de regionalismo Maqsum, caracterizado pelos familiares dois dums que lideram a frase. Este ritmo é muito típico aparecendo com frequência na música para Dança Oriental. O Dum duplo tende a submergir quando há acompanhamento melódico por isso, às vezes, pode não ser ouvido de imediato, então utiliza-se como base, uma versão simples de Maqsum. Existem inúmeras variações do Baladi, e algumas possuem seu próprio nome, como por exemplo o Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi é, na verdade, uma versão folclórica do Maqsoum.
D - D - t k t - D - t k t

Chiftitelli
Ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Baladi, por exemplo). Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado na Raks Charky, também é utilizado na Turquia, como dança de casais.
D - t k t - t - t k t - t - t k t - t k t - t k t

El Zaffa
Ritmo 4/4 egípcio utilizado em cerimônias de casamento. Dançarinos e músicos (tocando Mazhar E Daff) acompanham o casal de noivos, na entrada e na saída da cerimônia.

Fallahi
A palavra Fallahi significa algo criado por um Fallahin - fazendeiros egípcios, que utilizavam este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração. Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maqsoum.

Karachi
Ritmo 2/4, rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África (apesar de não ser um ritmo egípcio). Este não é um ritmo comum, porque ele começa com um TAK (que é uma batida aguda, diferente do DUM, que é uma batida grave).

Malfuf
Ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco.

Maqsoum
Maqsoum significa "cortado ao meio". É um ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egito. Possui duas variações, uma rápida (normal) e uma lenta. Se tocado da forma mais lenta, torna-se uma variação de Masmoudi.

Masmoudi
Ritmo 8/4 egípcio. Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. O Masmoudi Kebir (Kebir = grande) é também chamado "Masmoudi de Guerra", devido à sua cadência agressiva (ele se distingue do Masmoudi Saghir).

Saaid
Ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito (era chamada originalmente Raks Al Assaya). Ritmo utilizado para a Dança da Bengala (ou Dança do Bastão), muito praticada pelas mulheres egípcias (às vezes acompanhadas de homens, executando movimentos masculinos), onde são utilizadas bengalas ou longos bastões. Ela é uma referência a uma dança marcial masculina chamada Tahtib.

Samaai
Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia. Possui uma sequência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.

Soudi
Ritmo utilizado para o Khalij (dança folclórica do Golfo Pérsico).

Taqsim
É uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição. É tocado sem instrumentos de percussão e frequentemente por um só instrumento. Tradicionalmente, é utilizado para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.

Vals
Ritmo 3/4 utilizado na música egípcia e também na música ocidental.

Zaar
Ritmo 2/4. A dança egípcia Zaar é realizada para afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos ou camelos jovens, num tipo de ritual.

Solo de Percussão
Um solo reunindo variados ritmos árabes no qual, entre os instrumentos de percussão, destaca-se o Derbak.